IFI aponta alta na arrecadação, mas alerta para riscos fiscais
Relatório da IFI destaca aumento da receita federal em 2026, mas sinaliza preocupação com o crescimento de gastos obrigatórios e restos a pagar.
Pontos principais
- A arrecadação do governo federal apresentou crescimento no primeiro semestre de 2026.
- Gastos obrigatórios de longo prazo pressionam o equilíbrio das contas públicas.
- O acúmulo de Restos a Pagar é apontado como um risco relevante para o orçamento.
- Restos a Pagar referem-se a despesas assumidas que não foram quitadas no exercício anterior.
A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou um relatório apontando um cenário de contrastes para as finanças públicas brasileiras no primeiro semestre de 2026. Embora o governo federal tenha registrado um aumento na arrecadação, o órgão alerta que a trajetória fiscal permanece sob pressão devido ao crescimento contínuo dos gastos obrigatórios de longo prazo. Segundo o diretor da IFI, Alexandre Andrade, a situação é agravada pelo acúmulo consecutivo de Restos a Pagar, que são despesas assumidas em anos anteriores e não quitadas, as quais acabam se somando aos novos compromissos orçamentários do exercício corrente. Essa dinâmica de acúmulo de passivos e rigidez orçamentária gera preocupações sobre a sustentabilidade das contas públicas a médio e longo prazo, exigindo atenção redobrada na gestão fiscal para evitar o comprometimento da meta de equilíbrio financeiro do governo.
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