Incerteza jurídica trava interesse de investidores no crédito brasileiro
O uso frequente de medidas cautelares em reestruturações de dívidas no Brasil gera resistência entre investidores estrangeiros.
Pontos principais
- Investidores internacionais questionam a segurança jurídica do mercado de crédito brasileiro devido ao uso de medidas cautelares.
- O Brasil registrou 6,3 mil empresas em processo de recuperação judicial ao final do primeiro semestre de 2026.
- Grandes companhias como Braskem, Oncoclínicas e Casas Bahia enfrentam processos de reestruturação ou altos passivos.
- Apesar da cautela, o mercado externo absorveu US$ 7,7 bilhões em emissões de dívida de empresas brasileiras no período.
O mercado de crédito brasileiro enfrenta um desafio de percepção junto a investidores internacionais, que demonstram crescente preocupação com a segurança jurídica local. O ponto central da resistência é o uso recorrente de medidas cautelares em processos de reestruturação de dívidas, que suspendem a execução de obrigações e geram incertezas sobre a proteção dos credores. A complexidade do cenário é agravada pelo elevado volume de recuperações judiciais no país, que atingiu a marca de 6,3 mil empresas no primeiro semestre de 2026, incluindo nomes de peso como Braskem e Casas Bahia. Embora a desconfiança dificulte a realização de roadshows e a captação de recursos, o mercado ainda mantém um fluxo de capital, com US$ 7,7 bilhões em emissões externas registradas no período, refletindo um apetite que persiste apesar dos riscos estruturais identificados pelos estrangeiros.
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