Brasil deve manter recorde de recuperações judiciais até 2027
Juros altos e restrição de crédito mantêm pressão sobre a liquidez das empresas brasileiras, projetando recordes de recuperações judiciais.
Pontos principais
- A JiveMauá projeta que o volume de pedidos de recuperação judicial seguirá em patamares recordes pelos próximos 12 a 24 meses.
- Setores de varejo, infraestrutura e agronegócio são os mais afetados pela atual conjuntura de incertezas fiscais e operacionais.
- A restrição na oferta de crédito e o cenário de juros elevados dificultam a rolagem de dívidas e a manutenção da liquidez corporativa.
- Fundos de investimento têm priorizado estratégias de 'situações especiais' com foco em ativos reais e garantias para mitigar riscos.
O cenário macroeconômico brasileiro, marcado por taxas de juros elevadas e uma oferta de crédito restrita, deve sustentar o recorde de pedidos de recuperação judicial no país pelos próximos dois anos. Segundo a JiveMauá, a pressão sobre a liquidez das empresas é severa, atingindo especialmente os setores de varejo, infraestrutura e agronegócio. A instabilidade é agravada por incertezas fiscais internas e tensões geopolíticas globais que elevam os custos operacionais. Diante desse quadro, o mercado de capitais tem adotado uma postura defensiva, com fundos de investimento focando em estratégias de 'situações especiais'. O objetivo é selecionar companhias com problemas financeiros pontuais, evitando aquelas dependentes de uma melhora macroeconômica, enquanto priorizam garantias em ativos reais com deságios significativos para proteger o capital investido.
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