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Governo defende reciprocidade econômica em negociações com os EUA

O ministro Dario Durigan afirma que a aplicação de contramedidas comerciais contra os EUA fortalecerá a posição brasileira nas negociações tarifárias.

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Foto: Times Brasil
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20/08 às 12:15

Pontos principais

  • Dario Durigan defende a Lei de Reciprocidade Econômica como ferramenta estratégica nas tratativas com o governo Trump.
  • O governo planeja implementar o programa Brasil Soberano e a extensão do drawback para mitigar impactos no setor exportador.
  • Representantes da indústria alertam que o processo de aplicação das contramedidas pode levar cerca de três meses.
  • Empresários apontam que a medida possui forte carga política e reforça a soberania nacional em ano eleitoral.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que a aplicação da Lei de Reciprocidade Econômica servirá como um instrumento positivo nas negociações comerciais com os Estados Unidos. Segundo o ministro, a medida é compreendida pelo setor produtivo como um passo necessário para equilibrar a balança comercial diante das recentes tensões tarifárias. Para apoiar as empresas exportadoras durante este período de incertezas, o governo federal pretende utilizar a segunda fase do programa Brasil Soberano e ampliar o benefício do drawback, visando reduzir custos operacionais. Embora o governo mantenha uma postura otimista, representantes da indústria exportadora expressam preocupação com o cronograma de implementação das contramedidas. O setor estima que o processo leve pelo menos três meses para ser efetivado, um prazo considerado longo diante da urgência das demandas comerciais. Analistas observam que a iniciativa também carrega um simbolismo político relevante, reforçando a defesa da soberania nacional em um ano marcado por disputas eleitorais.

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