Petróleo sobe mais de 2% (Brent a US$75,26); EUA culpam o Irã, que alertou contra a rota sul da IMO.
Um navio cargueiro foi atingido por um 'projétil desconhecido' a 7,5 milhas náuticas (14 km) a sudeste do porto omanense de Dahit na quinta-feira, 25 de junho, danificando a ponte de comando sem vítimas relatadas. Após o ataque, a Organização Marítima Internacional (IMO) da ONU suspendeu seu plano de evacuar mais de 11 mil marinheiros presos e cerca de 600 navios do Estreito de Ormuz — cerca de 57 navios transportando aproximadamente 1.100 marinheiros já haviam atravessado o estreito sob o plano até a manhã de quinta-feira. O navio atacado foi o porta-contêineres Ever Lovely, de bandeira de Singapura e propriedade da Evergreen, que não transitou sob o arcabouço de evacuação da IMO e seguiu pelo estreito. Um funcionário dos EUA disse à MS Now que o Irã estava por trás do ataque; as forças militares iranianas haviam alertado embarcações contra o uso da rota sul aprovada pela IMO.
O petróleo subiu mais de 2% na quinta-feira: o Brent fechou em alta de US$1,52 (2,1%), a US$75,26 o barril, e o WTI subiu US$1,58 (2,3%), para US$71,92; os futuros de gasolina dos EUA saltaram cerca de 5%. Na quarta-feira, os dois referenciais haviam fechado no menor nível desde 27 de fevereiro, dia anterior ao início da guerra, depois que os embarques pelo Estreito de Ormuz subiram ao maior nível desde o começo do conflito.
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