Operação investiga bets ilegais que movimentaram R$ 50 bilhões
Esquema usava licenças irregulares de município no Rio Grande do Norte para operar apostas esportivas em todo o território nacional.
Pontos principais
- A Operação Conto da Sorte apura o uso de outorgas da autarquia municipal Lotseridó, em Bodó (RN), por 37 empresas de apostas.
- O Ministério da Fazenda estima que o grupo movimentou cerca de R$ 50 bilhões de forma irregular.
- Foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão em Pernambuco, São Paulo e Ceará, com bloqueio de R$ 145 milhões.
- A investigação também suspendeu cautelarmente as atividades da Pixbet por suspeita de origem ilícita em recursos de taxas.
A Operação Conto da Sorte, deflagrada para desarticular um esquema de bets ilegais, revelou que 37 empresas utilizavam licenças emitidas irregularmente pela autarquia municipal Lotseridó, situada em Bodó (RN), para operar apostas em todo o país. Segundo o Ministério da Fazenda, o grupo movimentou aproximadamente R$ 50 bilhões através dessa brecha regulatória, prática que foi posteriormente proibida pelo Supremo Tribunal Federal. A ação cumpriu 14 mandados de busca e apreensão em três estados, resultando no bloqueio de R$ 145 milhões em bens dos envolvidos. Além disso, o Ministério da Fazenda suspendeu cautelarmente as atividades da Pixbet, sob suspeita de que os recursos utilizados para o pagamento de taxas de outorga possuíssem origem ilícita. O caso destaca os desafios de fiscalização no setor de apostas e o uso indevido de autorizações municipais para contornar regulações federais.
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