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Ministério Público do ES passa a acompanhar crise na Apex Partners

O MPES interveio no processo judicial da Apex Partners para fiscalizar a legalidade da gestão após a descoberta de irregularidades financeiras.

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Foto: G1 - Economia
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18/08 às 09:15 · atualizado 14:03

Pontos principais

  • O Ministério Público do Espírito Santo passou a acompanhar o processo judicial envolvendo a crise financeira da Apex Partners.
  • A intervenção visa fiscalizar a legalidade e a situação financeira do grupo, que enfrenta dívidas estimadas em R$ 986 milhões.
  • Justiça determinou o bloqueio de bens e a quebra de sigilo bancário do ex-CEO Fernando Cinelli após identificação de transferências irregulares.
  • Investigações apontam o desvio de cerca de R$ 23 milhões da empresa para contas pessoais do ex-executivo.
  • A Apex Partners obteve uma medida de proteção judicial temporária de 60 dias para realizar uma auditoria externa.
  • Investidores buscam na Justiça esclarecimentos sobre a destinação de aportes realizados em empreendimentos imobiliários via SCPs.
  • O fundo Carbyne Mercados Privados teve contas de 2025 rejeitadas por cotistas e está com resgates suspensos.

O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) oficializou sua entrada no processo judicial que apura a crise financeira da Apex Partners. A medida busca garantir a fiscalização da legalidade dos atos administrativos e a transparência na gestão dos recursos da plataforma de investimentos, que solicitou uma proteção judicial de 60 dias para a condução de uma auditoria externa. O grupo, que administra mais de R$ 17 bilhões, enfrenta um cenário de dívidas que somam aproximadamente R$ 986 milhões, gerando insegurança entre investidores que buscam esclarecimentos sobre a aplicação de seus aportes em empreendimentos imobiliários.

Paralelamente à atuação do MPES, a Justiça do Espírito Santo determinou o bloqueio de bens e a quebra de sigilo bancário e fiscal do ex-CEO Fernando Cinelli. A decisão atende a um pedido da própria Apex Partners, após investigações internas identificarem transferências não justificadas de cerca de R$ 23 milhões da empresa para contas pessoais do ex-executivo. Além do afastamento de Cinelli e do diretor financeiro Eduardo Siqueira, a crise culminou na suspensão de resgates e aplicações no fundo Carbyne Mercados Privados, cujas contas de 2025 foram rejeitadas pelos cotistas. O governo estadual confirmou que não há recursos públicos investidos na companhia.

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