Ministério Público acompanha crise financeira da Apex Partners
O MP do Espírito Santo interveio no processo judicial da Apex Partners, que enfrenta dívidas de R$ 986 milhões e pressão de investidores.
Pontos principais
- O Ministério Público do Espírito Santo passou a fiscalizar a legalidade e a situação financeira do grupo Apex Partners.
- Investidores buscam na Justiça transparência sobre o uso de recursos aplicados em empreendimentos imobiliários via SCPs.
- A empresa obteve proteção judicial de 60 dias contra a execução de dívidas que totalizam cerca de R$ 986 milhões.
- O fundo Carbyne Mercados Privados suspendeu resgates e aplicações após cotistas rejeitarem as contas de 2025.
- Houve mudanças na alta gestão da companhia, incluindo a saída do presidente Fernando Cinelli e do diretor financeiro Eduardo Siqueira.
O Ministério Público do Espírito Santo iniciou um acompanhamento rigoroso do processo de recuperação judicial da Apex Partners, em meio a uma crise financeira que coloca em risco cerca de R$ 986 milhões em dívidas. A intervenção ocorre após uma série de ações judiciais movidas por investidores, que exigem esclarecimentos sobre a destinação de aportes realizados em projetos imobiliários estruturados por meio de SCPs. O cenário de instabilidade levou à suspensão de resgates no fundo Carbyne Mercados Privados e à contratação de uma auditoria externa para revisar as contas do grupo. Em resposta à pressão, a Apex Partners obteve uma medida de proteção temporária de 60 dias contra credores e promoveu uma reestruturação em sua alta gestão, oficializando a saída de seu presidente, Fernando Cinelli, e do diretor financeiro, Eduardo Siqueira.
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