Semaglutida reduz biomarcadores associados ao risco de demência
Estudo aponta que o uso de semaglutida pode atenuar proteínas no sangue ligadas ao risco de demência em pacientes com doenças cardiovasculares.
Pontos principais
- Análise utilizou dados de 2.970 participantes do estudo SELECT, com idade igual ou superior a 65 anos.
- O tratamento com semaglutida reduziu a progressão de uma assinatura proteica de risco de demência em 104 semanas.
- A taxa de risco prevista para demência em 5 anos foi 26% menor no grupo que utilizou o medicamento.
- O estudo utilizou o Dementia SomaSignal Test (dSST), que avalia 25 proteínas plasmáticas para prever riscos futuros.
- Participantes tratados apresentaram 36% menos chances de serem classificados em categorias de maior risco de demência.
- A pesquisa foi financiada pela Novo Nordisk e publicada na revista Alzheimer’s & Dementia.
Uma análise post hoc do ensaio clínico SELECT revelou que a semaglutida, um agonista do receptor de GLP-1, pode influenciar positivamente biomarcadores proteicos associados ao desenvolvimento de demência. O estudo acompanhou adultos com sobrepeso ou obesidade e doenças cardiovasculares, sem diabetes, demonstrando que o fármaco atua na atenuação de assinaturas biológicas ligadas à saúde cerebral ao longo de dois anos de tratamento. Os resultados sugerem que os benefícios metabólicos e vasculares da medicação podem impactar vias biológicas relacionadas ao declínio cognitivo, embora os mecanismos exatos ainda precisem de maior investigação clínica. Especialistas ressaltam que, embora promissora, a análise baseou-se em biomarcadores e não em diagnósticos clínicos diretos de demência, exigindo cautela na interpretação dos dados.
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