Genética influencia perda de peso e efeitos colaterais de canetas emagrecedoras
Um estudo recente revela que variações genéticas podem determinar a eficácia e os efeitos adversos de medicamentos para perda de peso como semaglutida e tirzepatida.
Pontos principais
- Variações nos genes GLP1R e GIPR estão ligadas à resposta e efeitos colaterais de medicamentos emagrecedores.
- Uma variante comum do gene GLP1R pode aumentar a perda de peso, mas também o risco de problemas gastrointestinais.
- Combinações específicas de variantes genéticas podem elevar significativamente o risco de vômitos com tirzepatida.
- O estudo utilizou dados de quase 28 mil usuários de canetas emagrecedoras do banco de dados genético da 23andMe.
- A pesquisa sugere que testes genéticos podem personalizar tratamentos futuros para otimizar resultados e minimizar efeitos adversos.
Um estudo publicado na revista Nature aponta que a genética desempenha um papel crucial na forma como indivíduos respondem a medicamentos para perda de peso, como semaglutida e tirzepatida. A pesquisa identificou que variações nos genes GLP1R e GIPR podem influenciar tanto a eficácia do tratamento quanto a ocorrência de efeitos colaterais, como náuseas e vômitos. Por exemplo, uma variante comum no gene GLP1R foi associada a uma maior perda de peso, mas também a um risco elevado de problemas gastrointestinais.
Os pesquisadores analisaram dados genéticos de 27.855 usuários de canetas emagrecedoras, revelando que certas combinações de variantes genéticas podem aumentar significativamente o risco de vômitos com o uso de tirzepatida. Embora a genética explique cerca de 25% da variação na resposta aos medicamentos, o estudo sugere que a personalização dos tratamentos por meio de testes genéticos pode otimizar os resultados e reduzir os efeitos adversos para os pacientes.
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