Relatório sobre proibição de redes sociais na Austrália tem falhas
Documento que embasa restrição a menores de 16 anos contém citações inexistentes, levantando suspeitas sobre o uso de IA no processo.
Pontos principais
- O relatório custou 3,48 milhões de dólares e avaliou tecnologias de verificação de idade.
- Investigação revelou que o texto continha links para artigos acadêmicos que não existem.
- A organização britânica Age Check Certification Scheme foi a responsável pelo estudo.
- Autores admitiram o uso de ChatGPT na edição, mas negaram que as falhas sejam alucinações da IA.
Um relatório técnico encomendado pelo governo australiano para fundamentar a proibição de redes sociais para menores de 16 anos está sob escrutínio após a descoberta de citações acadêmicas fictícias. O documento, produzido pela organização britânica Age Check Certification Scheme (ACCS) ao custo de 3,48 milhões de dólares, visava validar tecnologias de verificação de idade. A presença de links para estudos inexistentes gerou questionamentos no Senado australiano sobre a integridade técnica da base científica que sustenta a nova legislação.
Embora os responsáveis tenham admitido o uso do ChatGPT durante a edição do material, eles negaram que as inconsistências nas referências tenham sido causadas por alucinações da inteligência artificial. O episódio levanta preocupações sobre a confiabilidade de documentos oficiais que utilizam ferramentas de IA, especialmente em temas sensíveis que envolvem regulação de plataformas digitais e proteção de menores.
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