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Nestlé usa IA para criar produtos voltados a usuários de emagrecedores

A Nestlé utiliza inteligência artificial para desenvolver alimentos que combatem a perda de massa muscular em consumidores de medicamentos da classe GLP-1.

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Foto: G1 - Economia
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17/08 às 12:15, atualizado 18:32

Pontos principais

  • A multinacional utiliza a plataforma interna de IA 'Food Genie' para analisar receitas e prever o desempenho de novos produtos.
  • O foco do desenvolvimento é mitigar efeitos colaterais comuns em usuários de fármacos como Ozempic e Wegovy, como a perda de massa muscular.
  • A estratégia inclui o lançamento de itens com maior teor de proteínas e micronutrientes, como os shakes da linha Boost e o Milo PRO.
  • A empresa analisa pesquisas clínicas e tendências de redes sociais para identificar as necessidades nutricionais específicas desse público.
  • A iniciativa busca transformar a popularização dos tratamentos de emagrecimento em uma nova frente de crescimento para o portfólio da companhia.
  • Especialistas em nutrição questionam a necessidade dos produtos, sugerindo que alimentos integrais e frescos podem oferecer benefícios similares a custos menores.

A Nestlé anunciou a implementação de inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de produtos alimentícios direcionados a consumidores que utilizam medicamentos da classe GLP-1, como Ozempic e Wegovy. A estratégia utiliza a plataforma interna 'Food Genie', que processa dados de pesquisas clínicas e tendências de consumo para otimizar a formulação de itens focados na manutenção da massa muscular, um dos principais efeitos colaterais observados durante o uso desses fármacos. Entre os produtos já adaptados ou lançados sob essa nova diretriz estão os shakes da linha Boost e versões enriquecidas do achocolatado Milo.

O movimento da Nestlé ocorre em um cenário de pressão sobre o setor de alimentos processados, que busca se adaptar à mudança nos hábitos alimentares de cerca de 16 milhões de americanos que já utilizam tratamentos para perda de peso. Ao integrar ciência nutricional e tecnologia de ponta, a empresa tenta mitigar o impacto da redução do apetite dos consumidores em seus resultados financeiros. Contudo, a estratégia enfrenta ceticismo de especialistas em nutrição, que argumentam que a dieta baseada em alimentos frescos e integrais pode suprir as mesmas necessidades nutricionais de forma mais acessível e eficiente.

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