IA de Stanford identifica molécula natural que imita efeitos do Ozempic
Pesquisadores usaram IA para descobrir a molécula BRP, que reduz o apetite e o peso em testes animais sem causar os efeitos colaterais do Ozempic.
Pontos principais
- O algoritmo Peptide Predictor foi usado para identificar peptídeos com potencial para o controle metabólico.
- A molécula BRP atua de forma seletiva no hipotálamo, diferentemente da semaglutida que afeta múltiplos tecidos.
- Testes em camundongos e minipigs indicaram redução de 50% na ingestão de alimentos e perda de gordura.
- O estudo, publicado na revista Nature, aponta ausência de efeitos colaterais digestivos comuns em tratamentos atuais.
- A equipe de Stanford planeja iniciar testes clínicos em humanos para validar a eficácia da descoberta.
Pesquisadores da Universidade de Stanford utilizaram inteligência artificial para identificar uma molécula natural, denominada BRP, que apresenta potencial para o tratamento da obesidade. A descoberta, publicada na revista Nature, foi possível graças ao algoritmo Peptide Predictor, que analisou o genoma humano em busca de peptídeos capazes de regular o apetite. Diferente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, a nova molécula atua de maneira seletiva no hipotálamo, o que, segundo os cientistas, evita os efeitos colaterais digestivos e a perda de massa muscular associados aos medicamentos atuais. Em testes pré-clínicos realizados com camundongos e minipigs, a substância demonstrou uma redução de até 50% na ingestão de alimentos e perda significativa de gordura corporal. O avanço representa uma alternativa promissora para o controle metabólico, com a equipe de pesquisa agora preparando o cronograma para os futuros testes clínicos em humanos.
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