Índia abre setor nuclear ao capital privado para ampliar energia
Governo indiano encerra monopólio estatal em usinas nucleares para alcançar 100 GW de capacidade instalada até 2047.
Pontos principais
- O programa Shanti permite que empresas privadas construam e operem usinas nucleares no país.
- A meta oficial é elevar a capacidade nuclear indiana de 8,8 GW para 100 GW nos próximos 22 anos.
- O plano visa atender à alta demanda energética impulsionada pelo setor de tecnologia e inteligência artificial.
- A iniciativa busca reduzir a dependência de importações de petróleo e aumentar a segurança energética nacional.
O governo da Índia anunciou a abertura do setor nuclear ao capital privado, encerrando o monopólio estatal que historicamente controlava a geração de energia atômica no país. A medida, centralizada no programa Shanti, estabelece a meta ambiciosa de elevar a capacidade instalada de 8,8 GW para 100 GW até 2047. O primeiro-ministro Narendra Modi justificou a mudança como uma necessidade estratégica para sustentar o crescimento da demanda por tecnologia e inteligência artificial, que exigem um fornecimento elétrico estável e crescente. Além da expansão de usinas convencionais, o plano prevê a adoção de tecnologias avançadas, como pequenos reatores modulares e microrreatores. A estratégia visa diminuir a vulnerabilidade da Índia em relação às importações de petróleo, especialmente diante de tensões geopolíticas em rotas críticas de abastecimento, como o Estreito de Ormuz, consolidando a energia nuclear como pilar da segurança energética nacional.
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