Governo estuda abrir mineração de urânio para setor privado
Nova regulamentação permitirá parcerias entre a estatal INB e empresas privadas para ampliar a produção nacional de urânio.
Pontos principais
- A proposta exige que a estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB) mantenha ao menos 20% de participação em novos projetos.
- O parceiro privado arcará com os custos de investimento e poderá assumir o controle operacional em condições específicas.
- Empresas da China, França, Rússia e Canadá já manifestaram interesse em potenciais parcerias no setor.
- O plano está sob análise da Casa Civil e do Ministério de Minas e Energia para atender à alta demanda global por energia nuclear.
O governo brasileiro avalia uma nova minuta de regulamentação que visa permitir a entrada da iniciativa privada na mineração de urânio, atualmente restrita à estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB). A estratégia busca impulsionar a produção nacional para suprir a crescente demanda global por energia nuclear, setor que tem atraído interesse de investidores internacionais da China, França, Rússia e Canadá. Pelo modelo em estudo, a INB manteria uma participação mínima de 20% nos empreendimentos, enquanto os parceiros privados seriam responsáveis pelos investimentos e pela gestão operacional. A medida, que ainda pode sofrer alterações, está sendo analisada pela Casa Civil e pelo Ministério de Minas e Energia. A iniciativa marca uma mudança significativa na política mineral do país, visando maior eficiência e escala na exploração de recursos estratégicos para a matriz energética mundial.
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