EUA negociam operações militares terrestres contra o narcotráfico
O governo Trump busca expandir ações militares contra o narcotráfico na América Latina com operações conjuntas em solo de países aliados.
Pontos principais
- O secretário de Defesa, Pete Hegseth, negocia presença militar em terra na Colômbia, Guatemala e Honduras.
- A estratégia visa estender o modelo de combate marítimo contra o tráfico para alvos terrestres na região.
- O governo da Guatemala negou a existência de qualquer acordo para permitir tropas americanas em seu território.
- A política reflete a designação de grupos criminosos latino-americanos como organizações terroristas pelo governo dos EUA.
- O Equador mantém missões conjuntas com os americanos desde março, enfrentando resistência interna.
O governo do presidente Donald Trump iniciou negociações para ampliar a presença militar dos Estados Unidos na América Latina, buscando autorização para operações terrestres contra o narcotráfico. A iniciativa, conduzida pelo secretário de Defesa Pete Hegseth, pretende replicar o modelo de combate marítimo já utilizado na região, focando agora em alvos em terra na Colômbia, Guatemala e Honduras. A estratégia está alinhada à política de classificar grupos criminosos locais como organizações terroristas, permitindo uma atuação mais agressiva. A proposta tem gerado tensões sobre a soberania nacional dos países envolvidos, com o governo guatemalteco negando formalmente a existência de acordos. Especialistas alertam que a expansão das operações militares traz riscos significativos de baixas civis e pode intensificar a instabilidade política em nações que já enfrentam resistência popular a parcerias militares com Washington.
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