Tarifas de frete marítimo sobem com tensões no Oriente Médio e tufão
O Índice Mundial de Contêineres subiu 1%, atingindo US$ 4.339, pressionado por conflitos geopolíticos e gargalos logísticos na China.
Pontos principais
- O Índice Mundial de Contêineres (WCI) subiu 1%, chegando a US$ 4.339 por contêiner de 40 pés.
- A insegurança no Canal de Suez e no Estreito de Ormuz eleva os custos operacionais de navegação.
- O tufão Dolphin causou congestionamentos em portos chineses, como Xangai e Ningbo, atrasando o fluxo.
- Tarifas na rota Transpacífico, especialmente Xangai-Nova York, registraram alta de 10%.
As tarifas globais de frete marítimo registraram alta pela segunda semana consecutiva, refletindo a fragilidade das cadeias de suprimentos diante de múltiplos desafios. O Índice Mundial de Contêineres atingiu US$ 4.339, impulsionado pela instabilidade persistente no Oriente Médio, onde ataques e tensões regionais afetam o tráfego no Canal de Suez e no Estreito de Ormuz. Simultaneamente, o setor enfrenta gargalos logísticos na Ásia devido ao tufão Dolphin, que gerou congestionamentos em portos estratégicos da China. Esses eventos somam-se a restrições operacionais já existentes, como a baixa navegabilidade no Canal do Panamá e no Rio Reno, agravada por condições climáticas extremas. A combinação desses fatores resultou em altas expressivas em rotas cruciais, como o trecho Xangai-Nova York, pressionando os custos de transporte global e exigindo adaptações constantes das empresas para mitigar riscos de abastecimento.
