Fila do INSS cai para 1,55 milhão, mas benefícios negados sobem 70%
A fila de espera do INSS atingiu o menor nível em 21 meses, enquanto o número de pedidos negados cresceu 70% no acumulado de 2026.
Pontos principais
- A fila de espera do INSS recuou para 1,55 milhão de processos ao final de julho.
- O volume de benefícios negados alcançou quase 1 milhão em junho, alta de 70% ante 2025.
- O governo justifica a celeridade das análises pelo pagamento de bônus aos servidores.
- A substituição do Atestmed pela perícia médica presencial elevou a taxa de indeferimentos.
- Especialistas alertam que o aumento das negativas pode elevar a judicialização de pedidos.
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) registrou uma redução expressiva em sua fila de espera, que atingiu 1,55 milhão de processos ao final de julho, o menor patamar dos últimos 21 meses. O governo federal atribui a celeridade na análise dos pedidos à implementação de bônus para servidores, medida que visa otimizar a produtividade do órgão. Contudo, o movimento de aceleração trouxe um efeito colateral: o número de benefícios negados cresceu 70% no acumulado de 2026, totalizando quase 1 milhão de indeferimentos apenas em junho. A mudança na política de perícias, com a substituição do Atestmed pelo modelo presencial, é apontada como um dos principais fatores para a alta nas rejeições. Especialistas do setor previdenciário alertam que esse cenário pode sobrecarregar o Judiciário, visto que o aumento das negativas tende a elevar o volume de recursos e novas ações judiciais contra o instituto.
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