Grupo pede que WTA revogue política de testes genéticos em atletas
A Sport & Rights Alliance contesta a nova exigência de testes de sexo da WTA, classificando a medida como discriminatória e prejudicial às tenistas.
Pontos principais
- A WTA passou a exigir testes genéticos para o gene SRY de todas as jogadoras do circuito profissional.
- A coalizão Sport & Rights Alliance afirma que a política gera estigma e trauma desnecessários para as atletas.
- A nova diretriz da WTA alinha-se a uma recomendação adotada pelo Comitê Olímpico Internacional em março de 2025.
- Ativistas da ILGA World criticaram a rapidez na implementação da regra, que impacta todo o quadro de tenistas.
- O debate sobre a medida ganhou visibilidade durante o Aberto do Canadá, dividindo opiniões entre jogadoras de elite.
A Associação de Tênis Feminino (WTA) enfrenta pressão de organizações de direitos humanos após implementar uma política que exige testes genéticos para o gene SRY em todas as jogadoras do circuito. A coalizão Sport & Rights Alliance solicitou formalmente a revogação da medida, argumentando que a prática é discriminatória e viola a dignidade das atletas, podendo causar estigma e traumas desnecessários. A decisão da entidade segue diretrizes estabelecidas pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) no início deste ano, visando padronizar critérios de elegibilidade. A implementação acelerada da regra gerou críticas de grupos como a ILGA World e provocou divergências públicas entre tenistas de destaque, como Aryna Sabalenka e Coco Gauff, durante o Aberto do Canadá. O caso coloca em evidência o desafio das organizações esportivas em equilibrar regulamentações biológicas com a proteção dos direitos individuais e a inclusão no esporte profissional.
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