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COI exigirá testes genéticos para atletas femininas a partir de 2028

O Comitê Olímpico Internacional (COI) implementará testes genéticos para atletas mulheres a partir dos Jogos de Los Angeles 2028, visando restringir a categoria feminina a indivíduos com sexo biológico feminino e sem o cromossomo Y.

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Foto: Poder360
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05/04 às 08:01

Pontos principais

  • A partir de Los Angeles 2028, a categoria feminina será restrita a atletas com sexo biológico feminino, confirmado por testes genéticos.
  • O teste buscará a ausência do gene SRY, exclusivo do cromossomo Y, para validar a participação na categoria feminina.
  • A medida visa garantir a igualdade nas competições, considerando que o cromossomo Y confere vantagens em esportes de força, potência e resistência.
  • A discussão sobre testes genéticos e questões de sexo/gênero no esporte é um tema recorrente, com casos como Laurel Hubbard e Tifanny Abreu.
  • A testosterona, em níveis elevados durante a puberdade em indivíduos com cromossomo Y, proporciona vantagens musculoesqueléticas duradouras, mesmo após supressão hormonal.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou que, a partir dos Jogos de Los Angeles em 2028, a categoria feminina será exclusiva para atletas que possuam sexo biológico feminino, conforme determinado por testes genéticos. A nova diretriz visa assegurar a equidade nas competições, buscando a ausência do gene SRY, presente no cromossomo Y, para confirmar a elegibilidade. Esta decisão reflete um debate contínuo sobre a inclusão e a justiça no esporte, especialmente em relação a atletas com diferentes características sexuais.

A iniciativa do COI baseia-se na compreensão de que o cromossomo Y e os níveis de testosterona associados conferem vantagens significativas em modalidades que exigem força, potência e resistência. Mesmo com a supressão hormonal, as vantagens estruturais e musculoesqueléticas desenvolvidas durante a puberdade em indivíduos com cromossomo Y são consideradas duradouras. A medida busca, assim, criar um campo de jogo mais nivelado para as competidoras, embora a discussão sobre a inclusão de atletas com gêneros variados e a possibilidade de competições mistas continue em pauta.

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