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Estudo com fósseis refuta tese de que CO2 beneficia florestas

Pesquisa sobre o período PETM indica que altas emissões de carbono degradam ecossistemas florestais em vez de estimular seu crescimento.

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Foto: The Guardian World
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13/08 às 15:32

Pontos principais

  • Análise de folhas fossilizadas de 56 milhões de anos contesta a ideia de que o aumento de CO2 favorece a vegetação.
  • O estudo focou no Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), período de rápido aquecimento global.
  • Resultados refutam argumentos de que a poluição por combustíveis fósseis traria benefícios ambientais.
  • Dados históricos servem como base para prever os impactos das emissões atuais na flora terrestre.

Um novo estudo científico, baseado na análise de células de folhas fossilizadas do período Máximo Térmico do Paleoceno-Eoceno (PETM), há 56 milhões de anos, desafia a narrativa de que o aumento das emissões de dióxido de carbono seria benéfico para o crescimento das florestas globais. A pesquisa demonstra que, ao contrário do que sugerem alguns defensores da exploração de combustíveis fósseis, o rápido acúmulo de gases de efeito estufa no passado resultou na degradação dos ecossistemas florestais, e não em seu florescimento. A descoberta é relevante para o debate climático atual, uma vez que utiliza registros geológicos para projetar os danos que as emissões contemporâneas podem causar à vegetação terrestre. O trabalho científico contesta diretamente alegações recentes feitas por membros da administração do presidente Donald Trump, que frequentemente citam o suposto 'esverdeamento do planeta' como um efeito positivo da poluição por carbono.

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