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Estudo sugere que asteroide causou calor extremo após impacto

Nova pesquisa indica que poeira de silicato gerou tempestades de fogo 17 vezes mais quentes que o limite letal para humanos após o impacto do asteroide.

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Foto: space-com
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01/08 às 11:01

Pontos principais

  • Pesquisadores identificaram que poeira de rocha vaporizada atuou como um cobertor térmico na atmosfera.
  • O pulso de calor resultante foi 17 vezes superior ao limite de sobrevivência humana, acelerando a extinção terrestre.
  • O estudo, publicado na JGR Biogeosciences, desafia modelos anteriores focados apenas no resfriamento global pós-impacto.
  • Evidências geológicas da camada de poeira foram localizadas em regiões dos EUA, como Dakota do Norte e a bacia de Raton.

Um novo estudo publicado na revista JGR Biogeosciences revisa a compreensão sobre o evento de extinção dos dinossauros há 66 milhões de anos. Segundo os pesquisadores, o impacto do asteroide não provocou apenas um 'inverno de impacto' por bloqueio solar, mas também gerou tempestades de fogo devastadoras. A poeira fina de silicato, vaporizada no momento da colisão, teria funcionado como um cobertor térmico na atmosfera, impedindo a dissipação de calor e redirecionando a radiação para a superfície. Esse fenômeno teria criado temperaturas 17 vezes superiores ao limite letal para humanos, dizimando a vida terrestre de forma muito mais rápida do que se estimava anteriormente. Embora a teoria seja considerada robusta, especialistas apontam que ainda são necessárias mais evidências geológicas globais para confirmar a extensão total desses incêndios em escala planetária.

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