Audiência no Senado debate falhas no tratamento de insuficiência adrenal
Pacientes relatam escassez de medicamentos essenciais e dificuldades no diagnóstico precoce da insuficiência adrenal no sistema público de saúde.
Pontos principais
- Pacientes enfrentam falta recorrente de hidrocortisona e kits de urgência no SUS.
- Associação Brasileira Addisoniana cobra agilidade no diagnóstico e regularidade na oferta de remédios.
- Ministério da Saúde admite entraves na gestão de medicamentos órfãos e busca fortalecer a produção nacional.
- Especialistas apontam desigualdade no acesso ao tratamento, afetando principalmente crianças de baixa renda.
Uma audiência pública realizada no Senado trouxe à tona os desafios enfrentados por pacientes com insuficiência adrenal no Brasil. Durante o debate, representantes da Associação Brasileira Addisoniana destacaram a escassez crítica de medicamentos essenciais, como a hidrocortisona, e a ausência de kits de urgência na rede pública. A pauta apresentada incluiu a necessidade de uma distribuição centralizada para fármacos específicos, como o mitotano, visando reduzir a desigualdade no acesso ao tratamento, que impacta severamente crianças sem recursos financeiros. Em resposta, o Ministério da Saúde reconheceu as dificuldades na gestão de medicamentos órfãos e reforçou a importância de incentivar a indústria nacional para garantir a regularidade do fornecimento. A discussão também abrangeu a incidência de tumores adrenais pediátricos e outras condições raras, ressaltando a urgência de políticas públicas que assegurem diagnósticos precoces e assistência contínua aos pacientes.
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