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Trump é processado por venda de acesso antecipado a posts no Truth Social

Grupos de imprensa contestam na justiça o serviço 'Truth API', que cobra até US$ 100 mil para investidores acessarem publicações presidenciais antes do mercado.

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Foto: G1 - Economia
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12/08 às 13:02 · atualizado 14:03

Pontos principais

  • A ação judicial foi movida pelo The Intercept e pela Freedom of the Press Foundation em um tribunal federal de Manhattan.
  • O serviço 'Truth API' oferece acesso em tempo real a posts de Donald Trump por valores entre US$ 60 mil e US$ 100 mil mensais.
  • Os autores do processo argumentam que o modelo é inconstitucional e cria uma vantagem competitiva desleal para investidores.
  • Críticos apontam que as publicações do presidente frequentemente impactam os mercados financeiros, gerando volatilidade.
  • Donald Trump é o maior acionista da Trump Media & Technology Group, com participação avaliada em US$ 1 bilhão.
  • A gestão da participação acionária de Trump na empresa está atualmente sob responsabilidade de seu filho, Donald Trump Jr.
  • O processo busca impedir a exclusividade de informações oficiais e garantir o acesso equitativo à imprensa e ao público.

O presidente Donald Trump e a Trump Media & Technology Group foram alvo de uma ação judicial movida por organizações de mídia, incluindo o The Intercept e a Freedom of the Press Foundation. O litígio contesta a implementação do 'Truth API', um serviço que permite a investidores pagar entre US$ 60 mil e US$ 100 mil mensais para obter acesso antecipado a postagens do presidente na rede social Truth Social. Segundo os autores, a ferramenta concede uma vantagem indevida a quem paga pelo serviço, permitindo que operem no mercado financeiro antes que as informações cheguem ao público geral.

A iniciativa gerou críticas de democratas e defensores do livre mercado, que classificam o modelo como corrupto e prejudicial à transparência governamental. Como Trump detém uma participação majoritária na Trump Media, o processo levanta questões sobre potenciais conflitos de interesse e o uso de comunicações oficiais para benefício financeiro privado. A ação busca bloquear a comercialização desses dados, argumentando que a prática fere direitos constitucionais e compromete a integridade do acesso à informação pública, dado que as declarações do presidente possuem capacidade comprovada de movimentar ativos financeiros globalmente.

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