Paulo Paim defende ampliação do quadro de auditores fiscais do trabalho
O senador Paulo Paim argumenta que o déficit de auditores prejudica a fiscalização trabalhista e o combate ao trabalho escravo e infantil no Brasil.
Pontos principais
- O Brasil possui aproximadamente 2,6 mil auditores para uma força de trabalho de 103 milhões de pessoas.
- O senador aponta que o efetivo atual é insuficiente para garantir o cumprimento da legislação trabalhista.
- Novas atribuições, como a fiscalização da igualdade salarial, elevaram a demanda sobre a categoria.
- Paim utilizou dados da OIT para comparar a cobertura da fiscalização brasileira com vizinhos sul-americanos.
O senador Paulo Paim defendeu a necessidade urgente de ampliar o quadro de auditores fiscais do trabalho no Brasil. Segundo o parlamentar, o país conta atualmente com cerca de 2,6 mil profissionais para atender a uma demanda de mais de 103 milhões de trabalhadores, um contingente que ele considera insuficiente para assegurar o cumprimento das leis trabalhistas. O pronunciamento destacou que a escassez de pessoal compromete diretamente o combate ao trabalho escravo e infantil, além de dificultar a prevenção de acidentes laborais. A situação é agravada pela inclusão de novas responsabilidades para a categoria, como a fiscalização da igualdade salarial entre gêneros. Ao citar dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Paim reforçou que o reforço no quadro é essencial para proteger grupos vulneráveis e garantir a eficácia das políticas de fiscalização em todo o território nacional.
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