Apesar da posse de 829 novos Auditores-fiscais do Trabalho (AFT) após o CNU, o Brasil ainda enfrenta um déficit significativo, impactando a fiscalização e o combate a irregularidades trabalhistas.
O Brasil registrou um aumento no número de Auditores-fiscais do Trabalho (AFT) após a posse de 829 novos profissionais oriundos do Concurso Nacional Unificado (CNU), elevando o efetivo para aproximadamente 2,7 mil. Contudo, esse reforço ainda é insuficiente para atender às demandas do país. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que seriam necessários pelo menos 5,5 mil AFTs para uma fiscalização adequada da população economicamente ativa brasileira, evidenciando um déficit que compromete gravemente a proteção dos trabalhadores e o combate a irregularidades.
O impacto dessa carência é visível em dados alarmantes, como o resgate de 2,7 mil trabalhadores de condições análogas à escravidão em 2025 e o registro de mais de 4,5 mil denúncias, além de um aumento nos acidentes de trabalho. Auditores alertam para um possível "apagão" na fiscalização, com o Ministério do Trabalho e o movimento Amplia AFT pressionando pela criação de mais cargos e pela nomeação de candidatos do cadastro de reserva para suprir essa lacuna. A escassez de fiscalização não só agrava a informalidade, mas também compromete a arrecadação de FGTS e INSS, com as regiões Norte e Nordeste concentrando os maiores vazios de fiscalização.