IFI aponta que economia brasileira opera acima do limite estrutural
Nova metodologia da IFI indica que o Brasil opera sem folga produtiva desde 2024, pressionando a capacidade da economia.
Pontos principais
- A IFI revisou o cálculo do hiato do produto ao incluir terra e energia como fatores de produção.
- O modelo atual atribui 12,98% de peso à terra e 9,40% ao consumo de energia elétrica.
- A economia brasileira opera acima do limite estrutural desde o primeiro trimestre de 2024.
- A sobrecarga produtiva foi estimada em 1,0% no início de 2025, com projeção de 0,9% para 2026.
A Instituição Fiscal Independente (IFI) atualizou sua metodologia para medir o hiato do produto, incorporando dados de capital natural e consumo de energia elétrica ao lado dos tradicionais fatores de trabalho e capital físico. Com essa mudança, o órgão concluiu que a economia brasileira opera acima de seu limite estrutural desde o primeiro trimestre de 2024, indicando a ausência de folga produtiva. A nova abordagem busca reduzir a instabilidade causada pela dependência exclusiva da Produtividade Total dos Fatores, um componente residual que gerava incertezas em modelos anteriores. Segundo a IFI, a sobrecarga sobre a capacidade produtiva do país atingiu 1,0% no início de 2025, com uma leve desaceleração prevista para 0,9% no primeiro trimestre de 2026. Esse cenário sugere que o crescimento econômico atual tem pressionado os limites de oferta, um dado relevante para a análise da política fiscal e monetária.
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