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Governo dos EUA planeja equipar agentes do ICE com luvas de choque

O governo dos Estados Unidos investirá até US$ 20 milhões para fornecer luvas de choque elétrico a agentes de imigração, visando reforçar o controle em operações de campo.

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Foto: Folha de São Paulo - Mundo
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12/08 às 10:32 · atualizado 20:03

Pontos principais

  • O contrato de aquisição dos dispositivos G.L.O.V.E. está avaliado entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões.
  • O equipamento é projetado para aplicar choques elétricos e obter obediência imediata através de contato direto.
  • A distribuição deve contemplar agentes do Homeland Security Investigations e do Enforcement Removal Operations.
  • O fabricante recomenda evitar o uso do dispositivo em idosos, crianças, gestantes e pessoas com deficiências.
  • A medida integra a estratégia da administração Trump para intensificar as ações de fiscalização migratória.
  • Organizações de direitos civis, como a ACLU, criticaram a iniciativa devido ao potencial de uso indevido da força.

O governo dos Estados Unidos anunciou planos para equipar agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) com luvas capazes de aplicar choques elétricos. A iniciativa, que prevê um investimento de até US$ 20 milhões, tem como objetivo fornecer novas ferramentas de contenção não letal para oficiais que atuam em operações de fiscalização e deportação. O dispositivo, conhecido como G.L.O.V.E., é fabricado pela Compliant Technologies e foi desenhado para causar dor e impedir movimentos coordenados, visando garantir a obediência imediata durante abordagens. A implementação está prevista para ocorrer até março do próximo ano, possivelmente por meio de um contrato sem licitação. O manual de instruções do fabricante estabelece restrições de uso, recomendando que o equipamento não seja utilizado contra grupos vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes. A decisão ocorre em um momento de aumento de verbas para o ICE sob a administração do presidente Donald Trump, refletindo uma política de maior rigor no controle migratório. A medida gerou reações imediatas de organizações de direitos civis, incluindo a União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU), que manifestou preocupação com a falta de transparência e o risco de uso excessivo de força por parte dos agentes em campo.

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