Vivara suspende compra de ouro e atinge margem bruta recorde
A Vivara alcançou margem bruta recorde de 70,9% no primeiro semestre de 2026 ao utilizar estoques próprios em vez de adquirir novos metais.
Pontos principais
- A companhia não realiza compras de ouro de fornecedores desde maio de 2025, utilizando estoques acumulados e metal reciclado.
- A estratégia de hedge natural protegeu a margem da empresa contra a alta de 16% no preço do ouro e 55% na prata em reais no período.
- O indicador de dias de estoque caiu de 670 para 582, liberando R$ 234 milhões em capital de giro.
- A dívida líquida da rede de joalherias recuou 57% em 12 meses, fechando o semestre em R$ 140,9 milhões.
- A conversão de Ebitda em caixa operacional atingiu 72% no segundo trimestre, o maior patamar histórico para o período.
- A empresa inaugurou 17 novas lojas no segundo trimestre, mantendo o guidance de 55 a 65 aberturas para 2026.
A Vivara, maior rede de joalherias da América Latina, registrou margem bruta histórica de 70,9% no primeiro semestre de 2026. O resultado foi impulsionado por uma decisão estratégica de otimização de estoques, que permitiu à companhia operar sem adquirir ouro de fornecedores desde maio de 2025. Ao utilizar estoques pré-existentes e metal recuperado de peças recompradas, a empresa evitou o impacto direto da forte valorização das commodities metálicas, impulsionada por tensões geopolíticas globais.
Além da eficiência na margem, a companhia apresentou uma melhora significativa na geração de caixa e na estrutura de capital. A redução do ciclo de estoques liberou R$ 234 milhões em capital, contribuindo para uma queda de 57% na dívida líquida. Embora o lucro líquido contábil tenha sofrido compressão devido a efeitos fiscais da menor produção em Manaus, a Vivara mantém uma perspectiva positiva, com analistas do Citi reiterando recomendação de compra e destacando a disciplina na gestão de despesas e a resiliência do modelo de negócio.
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