Os resultados da joalheria dinamarquesa Pandora servem de alerta para a Vivara, indicando um cenário de consumo fraco na América Latina e pressão da alta das commodities.
Os resultados recentes da joalheria dinamarquesa Pandora acendem um alerta para a Vivara (VIVA3), com dados que sugerem um ambiente de consumo mais fraco na América Latina e uma crescente pressão da alta das commodities, como prata e ouro, sobre as margens. A Pandora, que planeja fechar 50 operações shop-in-shop no Brasil e na China e diversificar suas matérias-primas, projeta uma queda em sua margem EBIT até 2026 devido à escalada dos custos, com um impacto bruto de 11 pontos percentuais em 2027.
Analistas do Bradesco BBI e do BTG Pactual avaliam o cenário. Embora o BBI veja um alívio competitivo, ele destaca o impacto econômico negativo para a Vivara, ressaltando, contudo, diferenças como a menor exposição da empresa brasileira à prata e sua estrutura verticalizada. O BTG Pactual, por sua vez, mantém a Vivara como uma das varejistas de maior qualidade no Brasil, com capacidade de expandir margens e bom posicionamento para retornos atraentes. Ambos os bancos mantêm o preço-alvo de R$ 36 para a Vivara, com o Bradesco BBI com recomendação neutra e o BTG Pactual com recomendação de compra.