ONU aponta que 2,4 milhões de meninas afegãs seguem fora da escola
Cinco anos após o retorno do Talibã, restrições severas impedem o acesso de milhões de meninas ao ensino secundário no Afeganistão.
Pontos principais
- Cerca de 2,4 milhões de meninas estão excluídas do ensino secundário desde 2021.
- A ONU classifica as restrições impostas pelo regime como 'apartheid de gênero'.
- O Talibã justifica as proibições educacionais baseando-se em sua interpretação da lei islâmica.
- O regime talibã possui reconhecimento diplomático limitado, sendo reconhecido apenas pela Rússia.
Cinco anos após a ascensão do Talibã ao poder em agosto de 2021, um relatório da ONU reafirma que 2,4 milhões de meninas permanecem impedidas de frequentar o ensino secundário no Afeganistão. A exclusão educacional é um dos pilares das políticas do regime, que restringiu severamente os direitos fundamentais das mulheres, proibindo-as também de acessar o ensino superior. A ONU classificou as medidas como uma forma de 'apartheid de gênero', enquanto o governo talibã sustenta as proibições sob a justificativa de sua interpretação da lei islâmica. Embora a pressão diplomática internacional seja constante, o regime mantém as restrições em vigor, contando com reconhecimento diplomático apenas por parte da Rússia. A situação gera preocupação global sobre o impacto a longo prazo no desenvolvimento social e econômico do país, consolidando um cenário de isolamento educacional para uma geração inteira de jovens afegãs.
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