Deportações em massa agravam crise humanitária no Afeganistão
Cerca de 6 milhões de afegãos foram deportados do Paquistão e do Irã, enfrentando escassez de recursos e restrições severas do regime Talibã.
Pontos principais
- Cerca de 6 milhões de pessoas retornaram ao Afeganistão nos últimos três anos.
- Paquistão e Irã intensificaram deportações alegando segurança e custos econômicos.
- Mulheres e meninas enfrentam proibição de acesso ao ensino médio e superior.
- A ONU estima que 21,9 milhões de afegãos necessitarão de ajuda humanitária neste ano.
O Afeganistão enfrenta uma crise humanitária sem precedentes com o retorno forçado de cerca de 6 milhões de pessoas vindas do Paquistão e do Irã nos últimos três anos. Muitos desses deportados, que não possuem histórico de residência no país, chegam a um cenário de instabilidade econômica e precariedade habitacional. A situação é agravada pelas políticas restritivas do Talibã, que impedem o acesso de mulheres e meninas ao ensino secundário e superior, além de limitar severamente sua participação no mercado de trabalho. Relatos indicam que os recém-chegados sofrem com assédio e falta de recursos básicos. Segundo a ONU, quase metade da população afegã, aproximadamente 21,9 milhões de pessoas, dependerá de assistência humanitária este ano para sobreviver em meio à exclusão social e à escassez de infraestrutura.
Cobertura da mídia
'Nunca estive no Afeganistão': 6 milhões de deportados são obrigados a começar de novo em país governado pelo Talebã
G1 Mundo • 6 set, 15:19
'Nunca estive no Afeganistão': 6 milhões de deportados são obrigados a começar de novo em país governado pelo Talebã
BBC Brasil • 6 set, 15:04
Afghan Deportations Fuel Humanitarian Strain
Bloomberg - Markets • 6 set, 09:55
