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Deportações em massa agravam crise humanitária no Afeganistão

Cerca de 6 milhões de afegãos foram deportados do Paquistão e do Irã, enfrentando escassez de recursos e restrições severas do regime Talibã.

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Foto: G1 Mundo
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06/09 às 10:00, atualizado 15:45

Pontos principais

  • Cerca de 6 milhões de pessoas retornaram ao Afeganistão nos últimos três anos.
  • Paquistão e Irã intensificaram deportações alegando segurança e custos econômicos.
  • Mulheres e meninas enfrentam proibição de acesso ao ensino médio e superior.
  • A ONU estima que 21,9 milhões de afegãos necessitarão de ajuda humanitária neste ano.

O Afeganistão enfrenta uma crise humanitária sem precedentes com o retorno forçado de cerca de 6 milhões de pessoas vindas do Paquistão e do Irã nos últimos três anos. Muitos desses deportados, que não possuem histórico de residência no país, chegam a um cenário de instabilidade econômica e precariedade habitacional. A situação é agravada pelas políticas restritivas do Talibã, que impedem o acesso de mulheres e meninas ao ensino secundário e superior, além de limitar severamente sua participação no mercado de trabalho. Relatos indicam que os recém-chegados sofrem com assédio e falta de recursos básicos. Segundo a ONU, quase metade da população afegã, aproximadamente 21,9 milhões de pessoas, dependerá de assistência humanitária este ano para sobreviver em meio à exclusão social e à escassez de infraestrutura.

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