Justiça dos EUA mantém mais de 3 mil ações contra big techs
Tribunal de apelações rejeitou recurso de Meta e TikTok, permitindo o prosseguimento de processos sobre o vício em redes sociais entre jovens.
Pontos principais
- O Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA negou o pedido das empresas para encerrar os processos.
- As ações alegam que algoritmos das plataformas são projetados para causar dependência em crianças e adolescentes.
- As big techs tentaram invocar a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, mas o tribunal considerou o argumento prematuro.
- A decisão permite que processos movidos por 29 procuradores-gerais estaduais sobre uso de dados e saúde mental continuem.
O Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA decidiu manter o curso de mais de 3 mil ações judiciais movidas contra gigantes da tecnologia, incluindo Meta, TikTok, Google e Snap. As empresas buscavam interromper os processos, alegando imunidade sob a Seção 230 da Lei de Decência nas Comunicações, mas o tribunal rejeitou a interpretação das companhias e classificou o recurso como prematuro. Os autores das ações, que incluem procuradores-gerais de 29 estados americanos, acusam as plataformas de projetarem algoritmos viciantes que prejudicam a saúde mental de jovens e de realizarem a coleta ilegal de dados infantis. A decisão representa um revés significativo para as big techs, que agora enfrentam a possibilidade de julgamentos que buscam tanto indenizações financeiras quanto mudanças estruturais no design de seus produtos digitais, em um cenário de crescente escrutínio regulatório sobre o impacto das redes sociais na saúde pública.
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