China apoia Brasil na OMC contra tarifas impostas pelos EUA
Pequim solicitou participação nas consultas abertas pelo Brasil na OMC para contestar as tarifas americanas sobre produtos brasileiros.
Pontos principais
- A China formalizou o pedido de participação na disputa comercial na última segunda-feira (11).
- O governo chinês alega ter interesse comercial direto nos efeitos das tarifas impostas pelos EUA.
- As medidas americanas aplicam taxas de até 37,5% sobre produtos brasileiros, citando práticas desleais e mão de obra forçada.
- O Brasil contesta as tarifas por violação das regras do GATT e do princípio da nação mais favorecida.
- O processo está em fase inicial de consultas, com prazo de 60 dias para negociações entre as partes.
O governo chinês solicitou oficialmente sua participação nas consultas abertas pelo Brasil junto à Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as tarifas impostas pelos Estados Unidos. Pequim argumenta que as medidas americanas, que impõem taxas de até 37,5% sobre produtos brasileiros, também impactam negativamente suas próprias exportações ao mercado dos EUA. O Brasil contesta a legalidade das tarifas, alegando violação das regras do GATT e do princípio da nação mais favorecida. Embora os Estados Unidos tenham aceitado o início das consultas, não houve sinalização de disposição para negociar mudanças no curto prazo. O caso encontra-se em fase inicial de negociações, embora a eficácia da disputa na OMC enfrente limitações devido à paralisação do Órgão de Apelação da organização.
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