Aéreas gastam R$ 5,2 bi extras com combustível devido à guerra
Conflito no Oriente Médio elevou custos de QAV para Azul, Gol e Latam, que agora representam 39% das despesas operacionais das companhias.
Pontos principais
- O gasto adicional de R$ 5,2 bilhões foi acumulado desde o início do conflito em fevereiro de 2026.
- O preço do querosene de aviação (QAV) acumula alta de 49% no período.
- Combustível passou a representar 39% dos custos operacionais das aéreas, ante 32% antes da guerra.
- Apenas no mês de maio de 2026, o impacto financeiro extra foi de R$ 1,6 bilhão.
- O BNDES aprovou crédito de R$ 8 bilhões para auxiliar as companhias aéreas a atravessar o período de volatilidade.
- A Petrobras mantém a política de paridade internacional, repassando oscilações do mercado externo ao preço doméstico.
As companhias aéreas brasileiras Azul, Gol e Latam enfrentam um aumento de R$ 5,2 bilhões em seus custos operacionais desde o início do conflito no Oriente Médio, em fevereiro de 2026. Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a disparada nas cotações internacionais do petróleo, impulsionada pela guerra, elevou o preço do querosene de aviação (QAV) em 49%, tornando o insumo um dos principais desafios financeiros do setor no ano. Para mitigar a crise, o BNDES anunciou a liberação de R$ 13,2 bilhões em linhas de crédito para as empresas, sendo R$ 8 bilhões destinados especificamente ao capital de giro. O setor aéreo tem sofrido com a volatilidade, chegando a registrar cancelamentos de voos e redução na oferta de assentos entre abril e maio, período em que o custo do combustível atingiu picos elevados. Embora o Brasil produza a maior parte do QAV consumido, a política de preços da Petrobras, baseada na paridade internacional, mantém o mercado doméstico exposto às variações globais do petróleo.
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