Justiça dos EUA autoriza processos contra redes sociais por vício em jovens
Tribunal de apelações negou recurso de gigantes da tecnologia, permitindo o avanço de milhares de ações sobre o impacto de algoritmos em menores.
Pontos principais
- O Tribunal de Apelações do 9º Circuito dos EUA rejeitou o pedido das empresas para encerrar os processos.
- Cerca de 2.400 ações judiciais alegam que plataformas são projetadas para serem viciantes e prejudiciais.
- Meta, Google, ByteDance e Snap estão entre as companhias que enfrentarão o prosseguimento dos casos.
- Os autores buscam responsabilizar as empresas pelos danos causados à saúde mental de crianças e adolescentes.
Um tribunal de apelações dos Estados Unidos decidiu que milhares de processos judiciais contra a Meta, o TikTok, o Google e o Snap podem prosseguir. A corte rejeitou o recurso das empresas de tecnologia, que buscavam encerrar as ações sob o argumento de que suas plataformas não deveriam ser responsabilizadas pelo uso dos usuários. Com a decisão, os casos seguem na esfera federal, onde as companhias enfrentarão alegações de que seus algoritmos e designs são intencionalmente viciantes para o público jovem. O desfecho desta disputa judicial é acompanhado de perto pelo setor, pois pode estabelecer um precedente importante sobre a responsabilidade das redes sociais em relação à saúde mental de crianças e adolescentes. As empresas agora devem se preparar para o prosseguimento dos litígios, que buscam reparação pelos impactos negativos atribuídos ao uso prolongado dessas ferramentas digitais.
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