Ministério da Saúde inclui teste FIT no SUS para rastrear câncer
O SUS passa a oferecer o teste imunoquímico fecal para rastreamento de câncer colorretal em pessoas de 50 a 75 anos.
Pontos principais
- O teste FIT identifica sangue oculto nas fezes com alta sensibilidade para lesões pré-cancerígenas.
- A medida beneficia brasileiros assintomáticos na faixa etária de 50 a 75 anos.
- O exame é menos invasivo que a colonoscopia e não exige preparo intestinal ou dieta.
- A iniciativa visa ampliar a prevenção para cerca de 40 milhões de pessoas no país.
- O câncer colorretal é o segundo mais frequente no Brasil, com 53,8 mil novos casos anuais previstos.
O Ministério da Saúde oficializou a inclusão do teste imunoquímico fecal (FIT) na tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida tem como objetivo principal o rastreamento bienal do câncer colorretal em pacientes assintomáticos com idades entre 50 e 75 anos. Por ser um método menos invasivo, que dispensa preparo intestinal ou restrições alimentares e requer apenas uma amostra, a expectativa é que o acesso à detecção precoce seja ampliado para aproximadamente 40 milhões de brasileiros. Embora o FIT seja uma ferramenta eficaz de triagem, a colonoscopia continua sendo o exame padrão-ouro para a avaliação direta e a remoção de pólipos intestinais. A implementação ocorre diante da alta incidência da doença no país, que registra uma estimativa de 53,8 mil novos casos anuais para o triênio 2026-2028, consolidando-se como o segundo tipo de câncer mais comum entre a população brasileira.
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