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Trump assina ordens para restringir turismo de nascimentos nos EUA

O governo americano busca limitar a cidadania automática para filhos de estrangeiros ligados a grupos terroristas, governos ou fraudes migratórias.

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Foto: G1 Mundo
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10/08 às 12:03 · atualizado 12:34

Pontos principais

  • As novas ordens executivas visam impedir a cidadania automática para filhos de pais não cidadãos em casos específicos de risco ou fraude.
  • A medida intensifica a fiscalização contra o turismo de nascimento, prática em que estrangeiras viajam aos EUA para garantir a cidadania aos filhos.
  • A 14ª Emenda da Constituição dos EUA garante o 'jus soli', tornando a implementação das restrições um desafio jurídico complexo.
  • Dados do CDC indicam que nascimentos de residentes estrangeiros representam cerca de 0,25% do total anual de nascimentos no país.
  • O governo argumenta que a prática é um abuso do sistema migratório, enquanto especialistas questionam a eficácia e a legalidade das novas regras.

O presidente Donald Trump assinou ordens executivas com o objetivo de restringir o chamado 'turismo de nascimentos' nos Estados Unidos. A iniciativa busca impedir que filhos de estrangeiros, em situações específicas que envolvam vínculos com grupos terroristas, governos estrangeiros ou práticas de fraude, obtenham a cidadania americana de forma automática ao nascerem em solo nacional. O governo justifica a medida como uma forma de coibir abusos no sistema migratório e endurecer as regras para a concessão de vistos a gestantes estrangeiras.

A implementação das novas restrições enfrenta obstáculos jurídicos significativos, uma vez que a 14ª Emenda da Constituição americana assegura o princípio do 'jus soli', ou direito do solo, garantindo a cidadania a quase todos os nascidos no país. Tentativas anteriores do governo Trump de alterar a interpretação constitucional sobre o tema foram rejeitadas pela Suprema Corte. Embora o governo enfatize a necessidade de controle, dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) apontam que os nascimentos de residentes estrangeiros representam apenas cerca de 0,25% do total anual de nascimentos nos EUA, levantando debates sobre a dimensão real do impacto da prática.

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