Estudo identifica DNA de ancestrais humanos desconhecidos
Nova técnica genética revela que humanos modernos carregam DNA de linhagens arcaicas extintas que não deixaram registros fósseis.
Pontos principais
- Pesquisadores da UC Berkeley desenvolveram o método TRACE para analisar ancestrais humanos sem a necessidade de fósseis.
- O estudo, publicado na revista Science, identificou duas linhagens 'fantasma' distintas no genoma humano atual.
- A primeira linhagem, presente em todas as populações, compõe cerca de 0,5% a 1% do genoma humano moderno.
- Essa linhagem 'fantasma' divergiu dos humanos modernos há cerca de 800 mil anos, cruzando-se com nossos ancestrais na África.
- A segunda linhagem, chamada de 'super-arcaica', tem 1,8 milhão de anos e foi transmitida aos humanos via Denisovanos.
- A análise sugere que a evolução humana foi um processo complexo e interconectado, marcado por repetidos cruzamentos entre grupos.
Uma nova técnica de análise genética, denominada TRACE (TRacking Archaic Contributions via ARG Estimation), permitiu que cientistas mapeassem contribuições genéticas de populações humanas extintas que nunca foram sequenciadas. Ao reconstruir grafos de recombinação ancestral a partir de 503 genomas contemporâneos, a equipe identificou que cerca de 2% do genoma humano moderno provém de hominídeos arcaicos, incluindo linhagens anteriormente desconhecidas que não deixaram registros fósseis conhecidos.
Os resultados indicam que uma linhagem 'fantasma' se misturou aos humanos modernos na África antes da grande migração para fora do continente, há mais de 50 mil anos. Paralelamente, uma linhagem 'super-arcaica' de 1,8 milhão de anos foi identificada em populações da Oceania, tendo sido integrada ao genoma humano através de cruzamentos prévios com Denisovanos. A descoberta desafia a visão tradicional da evolução humana como uma árvore de ramificação simples, sugerindo, em vez disso, uma rede complexa de interações entre diferentes grupos de hominídeos.
Comentários
Carregando comentários...
