Caiado propõe lei de terrorismo doméstico contra facções criminosas
Candidato à Presidência pelo PSD apresentou plano de segurança que prevê penas severas e a criação de um ministério dedicado ao combate ao crime.
Pontos principais
- Criação de tipo penal de terrorismo doméstico para enquadrar facções como o PCC.
- Implementação do Regime Especial Disciplinar Antiterrorismo Doméstico (REDAD) para lideranças.
- Proposta de penas de até 45 anos para crimes de associação e recrutamento criminoso.
- Criação de um Ministério da Segurança Pública com o promotor Lincoln Gakiya como cotado.
- Uso das Forças Armadas no combate ao crime organizado sem a necessidade de GLO.
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) apresentou seu plano de segurança pública, cujo eixo central é a tipificação de facções criminosas como organizações terroristas domésticas. A medida visa endurecer o combate ao crime organizado, independentemente de motivações ideológicas, permitindo o enquadramento de grupos criminosos sob leis mais rígidas de execução penal. Entre as propostas, destaca-se a criação do Regime Especial Disciplinar Antiterrorismo Doméstico (REDAD), voltado especificamente para lideranças de facções, com penas que podem atingir 45 anos de reclusão para casos de associação e recrutamento.
Além das mudanças legislativas, o plano de Caiado inclui a reestruturação da gestão de segurança no país com a criação de um Ministério da Segurança Pública, para o qual o promotor Lincoln Gakiya é o nome cotado. O projeto também prevê a 'Operação Reconquista' para a retomada de territórios dominados pelo crime, a integração de presídios de segurança máxima em uma rede nacional e a criação da 'Sulpol', uma agência de cooperação policial com países da América do Sul. O candidato defende ainda que as Forças Armadas tenham autonomia para atuar no enfrentamento ao crime organizado sem a necessidade de decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), além de propor punições específicas para advogados que atuem como intermediários de ordens de detentos.
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