Mercado de fusões e aquisições no Brasil deve desacelerar no 2º semestre
Juros elevados e incertezas políticas tornam investidores mais seletivos, apesar do aumento no volume financeiro de transações no primeiro semestre.
Pontos principais
- O volume financeiro de M&A atingiu US$ 32,5 bilhões no primeiro semestre, alta de 15%.
- O número total de transações registrou queda de 35% no mesmo período.
- A taxa Selic em 14% ao ano desestimula aquisições em favor de investimentos financeiros.
- Investidores priorizam empresas com governança sólida e geração de caixa.
- Setores de tecnologia, software e imobiliário mantêm o maior interesse do mercado.
O mercado brasileiro de fusões e aquisições (M&A) apresenta um cenário de maior cautela para o segundo semestre de 2025. Embora o valor total das transações tenha crescido 15% no primeiro semestre, alcançando US$ 32,5 bilhões, a queda de 35% no número de operações reflete uma seletividade crescente por parte dos compradores. A manutenção da taxa Selic em 14% ao ano eleva o custo de capital, tornando aplicações financeiras tradicionais mais atrativas do que o risco de aquisições corporativas. Além do cenário macroeconômico, a proximidade de períodos eleitorais gera incertezas que levam empresas a adiarem decisões estratégicas de investimento. Atualmente, o capital está concentrado em ativos de alta qualidade, com foco rigoroso em governança, transparência financeira e capacidade de geração de caixa, mantendo setores como tecnologia e imobiliário como os principais alvos de interesse.
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