Especialista alerta que queixas sexuais na menopausa têm tratamento
Ginecologista reforça que dores e desconfortos na menopausa não são inevitáveis e podem ser tratados com acompanhamento médico adequado.
Pontos principais
- Cerca de 82% das mulheres brasileiras na menopausa relatam sintomas que afetam seu bem-estar.
- Secura vaginal e dor durante a relação não devem ser tratadas como consequências naturais do envelhecimento.
- O preconceito e a vergonha ainda são as principais barreiras para a busca por auxílio profissional.
- Tratamentos multidisciplinares, incluindo reposição hormonal e mudança de hábitos, melhoram a qualidade de vida.
- Dores persistentes podem indicar condições como endometriose ou doença inflamatória pélvica.
A ginecologista Jussimara Souza Steglich destaca que a saúde sexual feminina deve ser integrada ao acompanhamento médico em todas as fases da vida, especialmente durante a menopausa. Segundo a especialista, a ideia de que desconfortos como a secura vaginal e a dor na relação sexual são consequências inevitáveis do envelhecimento é um equívoco que prejudica a qualidade de vida das pacientes. Dados apontam que 82% das brasileiras nessa fase enfrentam sintomas que impactam diretamente seu bem-estar, mas muitas evitam o tratamento devido ao estigma e à vergonha. O acompanhamento médico especializado é fundamental, pois o tratamento multidisciplinar, que pode envolver desde ajustes no estilo de vida até a reposição hormonal, permite o manejo eficaz dessas queixas. Além disso, a investigação profissional é essencial para descartar condições subjacentes, como endometriose ou doenças inflamatórias pélvicas, garantindo um cuidado integral à saúde da mulher.
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