Lula contesta tarifas dos EUA e promete dados sobre Amazônia a Trump
O presidente Lula classificou as tarifas americanas como injustificadas e planeja enviar dados sobre a queda do desmatamento para reverter a medida.
Pontos principais
- Lula afirmou que as tarifas de 25% impostas pelos EUA são baseadas em informações incorretas sobre o desmatamento.
- O governo brasileiro pretende apresentar dados do sistema Deter que indicam uma redução de 36% no desmatamento na Amazônia.
- A declaração ocorreu durante evento do MTST em Taboão da Serra, em meio a tensões diplomáticas crescentes.
- A relação bilateral enfrenta desgaste após a recente revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington.
O presidente Lula criticou publicamente as tarifas de 25% impostas pelo governo de Donald Trump ao Brasil, classificando a medida como injustificada. Durante evento em Taboão da Serra, o mandatário argumentou que a decisão americana se baseia em dados imprecisos sobre a preservação ambiental. Para contornar o impasse, o governo brasileiro planeja enviar ao presidente Trump relatórios atualizados do sistema Deter, que apontam uma queda de 36% no desmatamento na Amazônia, buscando comprovar o compromisso do país com a agenda climática.
A iniciativa ocorre em um momento de fragilidade nas relações diplomáticas entre Brasília e Washington, agravada pela recente revogação do visto da embaixadora brasileira nos Estados Unidos. O governo americano justifica as barreiras comerciais citando preocupações com práticas ambientais e comerciais, enquanto o Brasil busca reverter o cenário diplomático e evitar prejuízos econômicos decorrentes das novas taxas.
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