Lula enviará dados de queda no desmatamento a Trump para contestar tarifas
O presidente pretende usar números do Inpe para refutar justificativas ambientais dos EUA para a imposição de tarifas comerciais ao Brasil.
Pontos principais
- O presidente Lula declarou que enviará dados oficiais sobre a redução do desmatamento na Amazônia ao presidente Donald Trump.
- A iniciativa busca contestar o argumento americano de que o Brasil não controla o desmatamento, usado para justificar tarifas de 25%.
- Dados do Inpe apontam uma redução de 36,87% no desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, o menor índice desde 2016.
- O governo brasileiro classifica as tarifas impostas pelos Estados Unidos como injustificadas e baseadas em informações incorretas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que enviará ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um relatório oficial com dados sobre a queda do desmatamento na Amazônia. A medida visa contestar as justificativas utilizadas pelo governo americano para a imposição de tarifas comerciais de 25% sobre produtos brasileiros. Segundo o governo, a administração dos EUA tem fundamentado as sanções em alegações de que o Brasil falha no controle ambiental, argumento que o Planalto considera incorreto e desatualizado. Durante um evento em Taboão da Serra, São Paulo, o presidente reforçou que os números recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) comprovam um cenário de preservação mais rigoroso. Os dados do sistema Deter indicam uma redução de 36,87% no desmatamento da Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026, atingindo o menor patamar desde o início da série histórica em 2016. A iniciativa diplomática ocorre em um momento de tensão nas relações bilaterais, agravada por disputas comerciais e impasses diplomáticos recentes, como a revogação do visto da embaixadora brasileira em Washington. Ao apresentar os indicadores, o governo brasileiro busca reverter a narrativa externa sobre a política ambiental do país e pressionar pela revisão das taxas impostas pela Casa Branca.
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