Parlamento do Irã analisa plano que barra navios dos EUA e Israel em Ormuz
O texto cobraria até 7% do valor da carga de navios comerciais; os futuros de petróleo subiram cerca de 3% a 4%.
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07/08 às 09:00
Pontos principais
- A mídia estatal iraniana informou em 6 de agosto que o parlamento do Irã analisa um plano para proibir a passagem pelo Estreito de Ormuz de navios ligados aos EUA, a Israel e a outros "países hostis".
- A proibição valeria até que Teerã seja compensado por danos de guerra.
- O texto imporia taxas de até 7% do valor da carga a navios comerciais que cruzarem o estreito, com multas de até 20% do valor da carga para quem violar as condições.
- Um funcionário americano disse à NPR que quaisquer rotas temporárias serão "sem impedimentos — ou seja, sem aprovações ou permissões e sem pedágios ou taxas".
- O mesmo funcionário afirmou que Ormuz é uma via marítima internacional e que nenhuma parte controla as faixas de navegação nem a capacidade de transitar por elas.
- Os futuros de petróleo subiram cerca de 3% a 4%: o WTI para setembro fechou a US$77,29 (alta de US$2,07, ou 2,75%) e o Brent para outubro a US$82,49 (alta de US$3,04, ou 3,8%).
- O estreito está praticamente fechado desde o início da guerra, em 28 de fevereiro.
Os termos reportados vieram dias depois de o secretário do Tesouro, Scott Bessent, e o presidente Donald Trump dizerem que um acordo para reabrir a via poderia ser anunciado até o fim da semana.
Em 5 de agosto o Irã disse estar finalizando um acordo com Omã sobre rotas de navegação: pelo arranjo, os navios entrariam pelo corredor norte, próximo à costa iraniana, e sairiam pelo corredor sul, próximo à costa omanense.
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