Justiça de SP suspende proteção contra dívidas do Grupo Itajobi
Decisão do TJSP retira blindagem judicial do grupo sucroenergético, permitindo cobranças individuais em meio a um passivo de R$ 3,7 bilhões.
Pontos principais
- O Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou a proteção que impedia execuções de dívidas contra o Grupo Itajobi.
- A decisão favorece um credor específico, contrariando o tratamento isonômico dos 4.000 credores envolvidos no processo.
- O grupo, que atua no setor sucroenergético, acumula um passivo total de R$ 3,7 bilhões.
- A medida judicial impacta diretamente as operações das usinas Itajobi, Carolo e Rio Pardo.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) decidiu suspender parte da proteção judicial que impedia a cobrança de dívidas contra o Grupo Itajobi. A decisão altera o cenário de reestruturação financeira da companhia, que enfrenta um passivo acumulado de R$ 3,7 bilhões. Ao permitir que um credor individual execute sua dívida, o tribunal cria um precedente que destoa do tratamento coletivo aplicado aos outros 4.000 credores que aguardam a resolução do processo. O Grupo Itajobi, um player relevante no setor sucroenergético, mantém as operações das usinas Itajobi, Carolo e Rio Pardo sob intensa disputa judicial. A medida aumenta a pressão sobre a gestão do grupo, que busca viabilizar a reestruturação de suas obrigações financeiras em um ambiente de crescente insegurança jurídica para os demais envolvidos no passivo da empresa.
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