Justiça de SP autoriza prosseguimento da recuperação extrajudicial do GPA
O juiz Henrique Inoue negou recursos de credores e permitiu que o GPA siga com o plano de reestruturação de R$ 4,57 bilhões em dívidas.
Pontos principais
- O plano de recuperação extrajudicial do GPA visa reestruturar um passivo total de R$ 4,57 bilhões.
- A proposta conta com a adesão de credores que representam 57,49% do montante da dívida.
- O magistrado negou pedidos de adiamento da publicação do edital, focando na legalidade do processo.
- Credores que não se manifestarem após a publicação serão incluídos na Opção C, com corte de 70% no valor devido.
A Justiça de São Paulo deu sinal verde para que o GPA avance com seu plano de recuperação extrajudicial, rejeitando recursos de credores que buscavam adiar a publicação do edital. O magistrado Henrique Inoue destacou que sua análise se limita à legalidade do procedimento, sem entrar no mérito das condições financeiras oferecidas pela companhia. Com a decisão, o processo segue para a fase em que os credores poderão escolher formalmente suas opções de pagamento ou contestar os termos propostos.
A reestruturação abrange R$ 4,57 bilhões em dívidas e já possui o apoio de detentores de 57,49% desse valor. O edital é um passo decisivo, pois estabelece as regras para a adesão ao plano. Aqueles que optarem por não se manifestar serão automaticamente enquadrados na Opção C, que impõe um corte de 70% no valor de face da dívida, reforçando a pressão para que os credores participem ativamente da negociação.
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