Empresário teria planejado celebrar morte de jornalista em Malta
Julgamento revela que Yorgen Fenech enviou mensagens celebrando o assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia antes da execução do crime.
Pontos principais
- Yorgen Fenech é acusado de cumplicidade no homicídio da jornalista Daphne Caruana Galizia, ocorrido em 2017.
- Testemunho aponta que Fenech enviou mensagens de texto expressando impaciência e a intenção de celebrar o crime com champanhe.
- Um motorista de táxi afirmou ter atuado como intermediário entre o empresário e os três executores do atentado a bomba.
- Caruana Galizia investigava denúncias de corrupção envolvendo figuras de alto escalão do governo maltês.
- O assassinato desencadeou uma crise política severa em Malta, resultando na convocação de eleições antecipadas.
O julgamento de Yorgen Fenech, acusado de ser o mandante do assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia, trouxe novos detalhes sobre o planejamento do crime. Durante as audiências em Malta, um motorista de táxi que atuou como intermediário entre o empresário e os executores afirmou que Fenech demonstrou impaciência e planejava celebrar o homicídio com champanhe antes mesmo da explosão que vitimou a jornalista em 2017. As mensagens enviadas pelo réu a partir de seu barco reforçam a tese da acusação sobre o envolvimento direto do empresário no atentado. O caso, que investigava denúncias de corrupção governamental, permanece como um dos episódios mais sombrios da história recente de Malta, tendo provocado uma crise institucional profunda que forçou a realização de eleições antecipadas no país após a repercussão internacional do crime.
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