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Testemunha relata pânico de Daphne Galizia antes de explosão em 2017

Depoimento em tribunal detalha momentos finais da jornalista maltesa, morta por uma bomba em seu carro durante investigação sobre corrupção.

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Foto: The Guardian World
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09/07 às 15:32

Pontos principais

  • Daphne Caruana Galizia morreu em 2017 após a detonação remota de uma bomba instalada sob o assento de seu veículo.
  • A jornalista era reconhecida por expor esquemas de corrupção política e financeira em Malta.
  • O assassinato desencadeou protestos populares que levaram à renúncia do então primeiro-ministro Joseph Muscat.
  • Um empresário enfrenta julgamento sob a acusação de ter ordenado o crime.

Durante o julgamento do empresário acusado de ordenar o assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia, uma testemunha relatou em tribunal que a vítima gritou em pânico momentos antes da explosão de seu carro em 2017. O crime, executado por meio de uma bomba detonada remotamente, tornou-se um marco na história recente de Malta devido ao impacto das investigações da jornalista sobre corrupção de alto nível no país. O caso gerou uma onda de protestos em massa que pressionou o governo, resultando na renúncia do então primeiro-ministro Joseph Muscat. O depoimento atual reforça a brutalidade do atentado enquanto o processo judicial busca responsabilizar os mandantes do crime, que permanece como um dos episódios mais graves contra a liberdade de imprensa na União Europeia.

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