Empresário vai a julgamento por morte de jornalista em Malta
Yorgen Fenech enfrenta tribunal sob acusação de pagar 150 mil euros para orquestrar o assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia em 2017.
Pontos principais
- Yorgen Fenech é acusado de ordenar o atentado com carro-bomba que vitimou a jornalista em 2017.
- A acusação alega que o empresário pagou 150 mil euros para contratar três assassinos de aluguel.
- O réu nega formalmente qualquer participação no homicídio perante o tribunal maltês.
- A vítima era conhecida como 'WikiLeaks de uma mulher só' por suas investigações sobre corrupção.
- O crime provocou uma crise institucional que resultou na queda do governo local.
- Fenech é o último dos sete envolvidos a ser julgado pelo caso que expôs conexões entre poder e crime.
O empresário Yorgen Fenech iniciou seu julgamento em Malta, sendo o último dos sete envolvidos a responder judicialmente pelo assassinato da jornalista investigativa Daphne Caruana Galizia. Durante a abertura do processo, a acusação apresentou detalhes sobre o planejamento do crime, alegando que o herdeiro do setor imobiliário teria pago 150 mil euros para contratar três assassinos de aluguel. O atentado, executado por meio de um carro-bomba em 2017, gerou uma crise institucional sem precedentes, resultando na queda do governo local e mobilizando a opinião pública europeia. A vítima, apelidada de 'WikiLeaks de uma mulher só' devido ao seu trabalho contundente contra a corrupção, tornou-se um símbolo global da luta pela liberdade de imprensa.
Embora Fenech negue formalmente as acusações de ser o mandante do homicídio, o Ministério Público busca provar sua responsabilidade direta no planejamento do atentado. Este julgamento, que ocorre nove anos após o crime, é considerado um marco fundamental para o sistema judiciário maltês, que enfrenta pressões para esclarecer as fragilidades institucionais expostas pelo caso. A conclusão do processo representa um passo decisivo para a família da vítima, que aguarda por justiça após anos de investigações que revelaram conexões profundas entre o setor empresarial e o crime organizado no país.
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