Zema defende intervenção federal no Rio e endurecimento penal
Candidato à Presidência propõe intervenção no Rio de Janeiro e mudanças na lei penal, inspirando-se em El Salvador, mas sem adotar métodos autoritários.
Pontos principais
- Romeu Zema defende intervenção federal de longo prazo para retomar territórios dominados por facções no Rio de Janeiro.
- O candidato propõe classificar facções criminosas como organizações terroristas para ampliar a atuação federal.
- Zema sugere a criação de mecanismos legais para permitir a prisão preventiva após reincidência criminal.
- A proposta rejeita explicitamente métodos autoritários associados ao governo de Nayib Bukele em El Salvador.
Em sabatina recente, o candidato à Presidência Romeu Zema apresentou sua estratégia para a segurança pública, defendendo uma intervenção federal permanente no Rio de Janeiro. O plano visa retomar o controle de territórios atualmente dominados por facções criminosas, citando como justificativa o impacto econômico negativo do crime organizado, exemplificado por prejuízos em concessionárias de serviços públicos. Para viabilizar a medida, Zema propõe classificar facções como organizações terroristas, permitindo uma mobilização mais robusta de órgãos federais.
Embora tenha elogiado os resultados obtidos pelo modelo de segurança de El Salvador, Zema descartou a adoção de práticas autoritárias atribuídas ao presidente Nayib Bukele, como prisões sem mandado. Em vez disso, o candidato defende alterações na legislação brasileira para endurecer o combate à criminalidade, incluindo a possibilidade de prisão preventiva baseada em um número determinado de ocorrências criminais, buscando elevar o custo do crime no país.
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