Preços do petróleo sobem com plano iraniano para o Estreito de Ormuz
O petróleo Brent avançou quase 4% após o Irã propor restrições ao tráfego de navios americanos e israelenses no estratégico Estreito de Ormuz.
Pontos principais
- O petróleo Brent atingiu US$ 82,72 por barril, revertendo quedas anteriores da semana.
- Projeto iraniano propõe proibir a passagem de navios dos EUA e de Israel pelo canal.
- Teerã sugere a cobrança de multas de 20% sobre o valor da carga para nações consideradas hostis.
- A proposta está sob análise de uma comissão parlamentar iraniana.
- O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais críticas para o transporte global de energia.
- Negociações paralelas entre Irã e Omã buscam definir novas regras de navegação na região.
- Tensões geopolíticas no Mar Vermelho e ataques a instalações russas também pressionam o mercado.
Os preços do petróleo registraram alta expressiva nesta quinta-feira, impulsionados pela divulgação de um projeto de lei iraniano que impõe restrições severas ao tráfego de navios no Estreito de Ormuz. O petróleo Brent subiu 3,83%, fechando a US$ 82,49, enquanto o WTI avançou 2,75%, para US$ 77,29. A proposta, que ainda tramita em comissão parlamentar, visa proibir a passagem de embarcações dos Estados Unidos e de Israel, além de instituir multas equivalentes a 20% do valor da carga para navios de países que tenham prejudicado o Irã. A medida reverteu uma tendência de queda observada ao longo da semana, que era sustentada pela expectativa de um acordo diplomático para normalizar o fluxo na região.
A instabilidade no Estreito de Ormuz, ponto estratégico para o escoamento de energia global, ocorre em um momento de elevada tensão geopolítica no Oriente Médio. Paralelamente às discussões sobre o canal, o mercado monitora negociações entre o Irã e Omã para a reabertura parcial de rotas marítimas, embora divergências persistentes entre Teerã e Washington mantenham o cenário incerto. O clima de cautela é agravado por relatos de ataques houthis a alvos sauditas e novas ofensivas ucranianas contra instalações de petróleo em território russo, fatores que mantêm a pressão sobre a oferta e o preço do barril no mercado internacional.
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